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Superação na educação

Anne Sullivan e Helen Keller, um exemplo de superação!

No artigo desta semana – como o próprio título indica - trazemos uma história de superação na educação. Esta história tem como protagonistas, Anne Sullivan e Helen Keller.


Quem foi Anne Sullivan?

Anne Sullivan foi uma professora americana, nascida a 14 de abril de 1866, em Feeding Hills, Massachusetts. Crescida num ambiente pouco favorável, viveu não só na pobreza, como também numa realidade de maus tratos físicos, vítima do próprio pai. Aos cinco anos, quase ficou cega e, dois anos depois, foi abandonada – juntamente com o seu irmão que falecera pouco tempo depois - pelo próprio pai num orfanato, após o falecimento da sua mãe. Inconformada com a sua realidade, Sullivan procurou aprender sobre escolas para cegos e viu a educação como um meio para escapar à pobreza. Certo dia, teve a oportunidade de mudar a sua vida, quando membros de uma comissão especial visitaram o lar onde ela se encontrava e a enviaram para uma escola especial.


O Pupilo Prodígio

Sullivan deixou Tewksbury para frequentar a Escola Perkins para Cegos em 1880. Apesar de parecer que finalmente a sua sorte tinha mudado, Sullivan continuou a enfrentar inúmeros desafios. Graças ao seu temperamento curto e à sua vontade de desafiar as regras, viu a relação com os seus professores dificultada. No entanto, apesar dessas pequenas quezílias, o seu brilhantismo fez com se distinguisse dos restantes colegas. Após a terminar a sua formação, graças à ajuda do diretor da escola Michael Anagnos, Anne conseguiu arranjar emprego, e foi com esse mesmo emprego, que Anne mudou a sua vida e se juntou a Helen Keller, uma jovem cega e surda.


Quem foi Helen Keller?

Helen Keller, nascida no Alabama, teve grande importância na luta pelos direitos das pessoas com deficiência. Hellen tornou-se conhecida também, pela sua luta pelos direitos das mulheres e pela sua oposição à Segunda Guerra Mundial. Aos 22 anos publicou a sua autobiografia, A História da Minha Vida, e, desde então, não parou de escrever.

A obra escrita e o trabalho social de Helen Keller são por si só impressionantes, mas o que torna o seu percurso realmente impressionante, é saber que a escritora ficou cega e surda aos 19 meses de idade, devido ao que hoje se presume ter sido escarlatina.

Keller nasceu no final do século 19, em 1880, numa pequena cidade do sul dos EUA. Na época, a sua doença foi chamada de “febre cerebral”. Até os sete anos, ela era desprovida de qualquer tipo de linguagem. Foi somente com a chegada da professora Anne Sullivan (1866–1936), que Helen foi retirada do isolamento imposto pela sua deficiência e dificuldade de comunicação.

Ensinar Helen Keller

Em março de 1887, Anne Sullivan e viajou para Alabama, para trabalhar para a família Keller. Sullivan estudou os métodos de ensino utilizados ​​com Laura Bridgman, uma estudante surda e cega que conhecera em Perkins.

Com apenas 20 anos de idade, Sullivan mostrou grande maturidade e criatividade no ensino de Keller. Ela queria ajudar Keller a fazer associações entre palavras e objetos físicos. Durante uma aula, soletrou a palavra "água" em uma das mãos de Keller enquanto deitava água sobre a outra mão da sua aluna. Keller fez a sua primeira grande descoberta, quando conseguiu ligar o conceito de linguagem gestual aos objetos ao seu redor. Graças às instruções de Sullivan, Keller aprendeu quase 600 palavras, as tabuadas, e aprendeu ainda a ler Braille numa questão de meses.

As notícias do sucesso de Sullivan com Keller espalharam-se rapidamente, e Helen Keller tornou-se numa “pequena” celebridade. Graças a toda a visibilidade, teve a oportunidade de conhecer algumas figuras públicas, como Thomas Edison, Alexander Graham Bell e Mark Twain. Os benefícios que Sullivan trazia para Keller eram inegáveis. Quando a família de Keller deixou de poder suportar financeiramente o trabalho de Sullivan e os custos escolares de Helen, vários benfeitores ricos intervieram para ajudá-los a suportar a despesa.

Sullivan ajudou Keller a continuar os seus estudos no Radcliffe College em 1900, soletrando o conteúdo das aulas nas mãos de Keller e transmitindo-lhe todas as informações presentes nos livros. Graças a este apoio, Keller tornou-se na primeira pessoa cega e surda a formar-se na faculdade.


O Legado

Durante vários anos, Sullivan e Keller partilharam a sua história de sucesso com as mais diversas multidões. Fruto do tracoma que contraiu na sua infância, no final da década de 1920, Sullivan perdera a maior parte da sua visão. Devido à dor cronica no seu olho direito, decidiu então removê-lo, para melhorar sua saúde.

Sullivan morreu em 20 de outubro de 1936, em sua casa em Forest Hills, Nova York, as suas cinzas foram colocadas na Catedral Nacional em Washington. No seu funeral, o bispo James E. Freeman disse: "Entre os grandes professores de todos os tempos, ela ocupa um lugar de comando e conspícuo... O toque da sua mão não só iluminou o caminho de uma mente nublada, como também emancipou uma alma."

A história de Sullivan permanece através de filmes e produções teatrais. O seu trabalho com Keller foi imortalizado na peça The Miracle Worker, que em 1962 se transformou num filme protagonizado por Patty Duke como Keller e Anne Bancroft como Sullivan.


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