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Ruby Bridges - Interculturalismo na Educação

Atualizado: 3 de Set de 2019

Quem é Ruby Bridges?

Ruby Nell Bridges, é uma ativista nascida no ano de 1954, – ano em que o Tribunal Constitucional dos Estados Unidos da América pôs fim à discriminação escolar baseada na raça – do estado americano de Mississipi. Ruby conta com 64 anos de idade, no entanto, foi em tenra idade (6 anos) que fez história, quando se tornou na primeira criança negra a estudar numa escola primária caucasiana.


Contextualização

Desde a abolição da escravatura, no século XIX, os EUA apresentavam um sistema legal estruturado que obrigava a separação de espaços entre as pessoas brancas e a as pessoas negras. Louisiana foi o estado pioneiro na abolição do sistema segregacionista, que contou com aquela que viria a ser a cara deste movimento, Ruby Bridges.

Para uma criança, frequentar a escola é algo perfeitamente normal, no entanto, em 1960, a ida de Ruby Bridges para o seu primeiro dia de aulas foi tudo, menos normal. Apesar de as escolas terem adiado ao máximo a colocação de alunos negros, o início do processo de dessegregação tornou-se inevitável e “Franz Elementary School” foi a escola selecionada para dar o primeiro passo na luta pela igualdade racial.

Em Prol dos Direitos das Crianças Afro-Americanas

Quando questionados pela NAACP (Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor) se estariam dispostos enviar a sua filha para uma escola de integração, os pais de Ruby não hesitaram e incentivaram Ruby a dar o passo em frente.

Ruby estava muito longe de entender a importância que aquele momento viria a ter na vida de muitas outras crianças afro americanas (e não só). Fruto da sua idade, ainda não sabia o que esperar do seu primeiro dia de aulas, sabia apenas que deveria comportar-se bem. Nada mais.

No primeiro dia de aulas, Ruby saiu de casa e deparou-se com quatro homens enviados pelo Presidente dos Estados Unidos, para escoltá-la até à escola e para garantir que nada lhe acontecia. Apesar de escoltada, muitas foram as pessoas que insultaram e ameaçaram Ruby durante o seu percurso, o que levou a que a escolta fosse feita durante todo o ano letivo.

A população tinha conhecimento da alteração da lei, no entanto, ninguém sabia quais as escolas que passariam a ser integradas. Ruby recorda-se do momento em que todos os pais dos jovens alunos aguardavam à porta da escola para verificarem se o local de aprendizagem dos seus filhos teria sido um dos selecionados para integrar crianças negras. Assim que Ruby entrou na escola, os pais apressaram-se em segui-la e, inclusive tirar os seus filhos da sala de aula. Mais de 500 crianças foram retiradas da escola, apenas porque Ruby teve direito a um lugar junto delas…

Verificou-se uma grande recusa do universo escolar face à integração de Ruby, vários professores recusaram-se a dar aulas e, inclusive, isolaram Ruby dos restantes colegas. A integração de Ruby foi vista como uma afronta à população caucasiana e, como resultado, levou a que o pai de Ruby e os seus avós perdessem os seus empregos.

O processo foi demorado, mas aos poucos, as mentalidades foram mudando e as barreiras foram caindo.


A Vida Adulta

Já em adulta, Ruby Bridges temeu que a escola voltasse a tornar-se um local de discriminação e como tal, optou por envolver-se na escola como voluntária, organizou um clube de artes e, pouco depois, criou a sua própria fundação. Acabou por se tornar ativista dos direitos humanos e tem como missão “fazer com que todas as crianças mantenham o seu coração puro”.

Atualmente, com 64 anos, Ruby viaja por todo o mundo para combater a discriminação e para sensibilizar as crianças para a igualdade.

Se pretende ouvir o discurso de Ruby Bridges no Encontro da Fundação Francisco Manuel dos Santos, clique aqui. Promova o interculturalismo na sua escola.

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