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Mulheres que deixaram a sua marca na Educação

Com o passar do Dia Internacional da Mulher, não poderíamos deixar de fazer uma pequena homenagem a algumas mulheres que têm/tiveram um papel fundamental na evolução da educação. Partilhamos o nome de 5 grandes mulheres que, de uma forma ou de outra, já têm o seu nome gravado na história.


Maria Montessori

Lembra-se de estar na sala de aula e de utilizar missangas para fazer contagens?

Pois bem, um dos principais rostos por detrás desta abordagem, é o de Maria Montessori . (Já falamos sobre ela no nosso blog)

As escolas, um pouco por todo o mundo, continuam a priorizar o que Maria Montessori chamou de "educação dos sentidos". Conhecida por ser a primeira mulher formada em Medicina, em Itália, Maria Montessori teve a capacidade de mudar o paradigma vivido na educação e conseguiu tornar o aluno num elemento de colaboração respeitado, e de pensamento livre e independente. A educadora acreditava que as crianças eram capazes de conduzir a sua própria aprendizagem, cabendo ao professor apenas a tarefa de acompanhar esse processo. Em 1931, treinou professores através de sua Associação Montessori Internationale e teve ainda a oportunidade de conhecer Mahatma Gandhi, que apoiou o uso dos seus métodos na Índia.


Michelle Obama

No mês de agosto, em 2008, fez um discurso emocionante na Convenção Nacional Democrata onde falou sobre todo o seu percurso altamente improvável e sobre a importância de investir na educação dos mais novos.

Durante o mandato do seu marido, enquanto primeira-dama, Michelle Obama focou-se em diversas questões sociais, nomeadamente na educação. Recorreu a toda a sua influência e inspirou milhares de jovens a construírem um mundo melhor, aconselhando-os a investir no seu futuro, sendo bondosos, lutadores e honestos durante toda a sua vida.

Michelle defendeu também, com muita frequência, o valor da educação das raparigas um pouco por todo o mundo e, em 2015, lançou a iniciativa "Let Girls Learn". Esta iniciativa, que procurou apoiar a educação e valorizar as raparigas na sociedade, contou com 7000 voluntários do Peace Corps, que apoiaram centenas de projetos comunitários dedicados a manter as raparigas nas escolas.


Marie Curie

A cientista natural da Polónia, formou-se em Matemática e Física, em França. Foi ela a responsável pela descoberta dos elementos químicos Polónio e Rádio e foi devido a essa descoberta, que foram iniciadas as pesquisas sobre radioatividade.

Em 1903, Marie Curie teve o devido reconhecimento, quando lhe foi atribuído o Prémio Nobel da Física e, 8 anos mais tarde, o da Química. Assim, para além de se ter tornado na primeira mulher a ganhar um prémio Nobel, foi a primeira pessoa a recebê-lo 2 vezes. Marie chegou ainda a dar aulas numa instituição considerada ilegal, por desafiar as políticas de repressão impostas pelo Império Russo, uma vez que o público era maioritariamente do género feminino.


Anne Sullivan

Anne Sullivan, educadora americana, viu a sua história marcada quando, aos 20 anos, depois de se formar, foi contratada como professora particular e a tempo inteiro de Helen Keller. Helen tornou-se na primeira pessoa cega e surda a obter um bacharelado em história e a formar-se em Filosofia. Anne ensinou Helen a reconhecer objetos através do tato e a associá-los a palavras. A aluna de Anne acabaria por se tornar fluente em inglês, francês e alemão! Toda esta história tornou-se numa peça de teatro e, mais tarde, num filme chamado "O Milagre de Anne Sullivan".


Malala Yousafzai

Malala tornou-se conhecida do grande público quando, num dia que se imaginava normal, ao regressar da escola, no caminho para casa, viu-se violentamente ferida por extremistas paquistaneses. A jovem ativista de 14 anos foi baleada. E o que se previa ser um travão à sua luta, teve um efeito perverso. Este infeliz acontecimento tornou-se num importante impulsionador da luta de Malala. Atualmente, Malala continua a dedicar a sua vida à luta pela igualdade de género. Fruto de toda a sua dedicação e comprometimento, Malala recebeu um Prémio Nobel da Paz em 2014, com apenas 17 anos!


"Não quero ser vista como a rapariga que foi baleada pelo Talibã, mas como a rapariga que lutou pela educação. Esta é a causa à qual quero dedicar a minha vida"




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