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A hiperatividade na Educação

A hiperatividade é uma realidade presente no dia-a-dia de muitas crianças. Infelizmente, esta condição traz-lhes alguns problemas, nomeadamente: teimosia, rebeldia, agressividade e impulsividade. Estes problemas têm tendência a aumentar quando a criança inicia o seu percurso escolar. Dado que a hiperatividade prejudica gravemente a aprendizagem das crianças, torna-se necessário aprofundar os conhecimentos relativos a esta realidade.

Como identificar se uma criança é hiperativa?

A criança hiperativa apresenta algumas alterações a nível comportamental. Tem uma diminuição de consistência na realização de atividades rotineiras, é impaciente quando está a realizar alguma atividade, e muitas das vezes, não tem noção do perigo de realizar determinadas ações. A hiperatividade é um assunto sério que requer a orientação especialistas em neurologia/psicologia infantil.

É normal que numa sala de aula encontremos alunos agitados, que não consigam terminar as tarefas solicitadas, nem ficar sentados a prestar atenção durante muito tempo. No entanto, é importante recordar que, naturalmente, as crianças têm mais energia do que os adultos. Assim sendo, é necessário que exista sempre alguma cautela, para que não se confunda agitação com hiperatividade.


O papel da Escola e do Professor

As crianças hiperativas são excessivamente inquietas e não conseguem produzir o esperado para sua idade, o que acaba por se traduzir num desafio constante para pais e professores. Para lidar com estas crianças, o adulto deve procurar entender o que está a fazer a criança agir dessa forma, só depois, procurar uma forma de comunicar melhor com ela. Proporcionar um ambiente de sala de aula acolhedor e equilibrado e evitar constrangimentos, são duas das principais tarefas para que um professor consiga integrar corretamente uma criança hiperativa.

Ao professor, cabe a tarefa de observar sinais como agitação e dificuldade de assimilação de novos conhecimentos Segundo alguns registos, as crianças hiperativas tendem a entrar em conflitos durante os intervalos ou simplesmente passam todo o intervalo sozinhas a procurar chamar à atenção dos restantes colegas. Dentro da sala de aula, as meninas tendem a ser mais distraídas e falam imenso, já os meninos, são muito agitados e interrompem as aulas constantemente. Este problema gera um grau de desinteresse de desprezo para a leitura e para as outras atividades escolares, o que resulta num comprometimento do desempenho e do rendimento escolar. É necessário criar uma estrutura educacional que tenha em consideração as diferenças individuais, permitindo a adaptação dos conteúdos e estratégias didáticas às capacidades e necessidades específicas de cada criança.

Como lidar com a hiperatividade na sala de aula?

O primeiro passo para lidar com a hiperatividade é entender que a criança também percebe a sua própria dificuldade. Ela nota que não consegue acompanhar a evolução dos seus colegas e que as pessoas ficam incomodadas com o seu comportamento. Por isso, a criança hiperativa deve ser amparada. Na sala de aula:

  • Mude o tom de voz de acordo com o contexto. Tente dar mais ênfase aos momentos mais importantes;

  • Experimente colocar a criança próxima do professor;

  • Inicie a aula com algum tipo de motivação, por exemplo: coloque uma questão que deverá ser respondida no final da aula e ofereça uma recompensa caso a resposta dada esteja certa;

  • Faça a associação do assunto da aula com algum tema de interesse do aluno, ou então que represente uma aplicação prática;

  • Procure utilizar mais de estímulos audiovisuais ou sensoriais;


Nestes casos, o acompanhamento por parte de profissionais da saúde mental é indispensável.


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