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Será que as escolas matam a criatividade?

Atualizado: 3 de Set de 2019

Sabemos que é uma pergunta muito controversa. Infelizmente, nós não temos a resposta ideal para ela.

Atualmente, quando nos voltamos para a discussão sobre a educação, as opiniões não se dividem… multiplicam-se.


“As escolas devem dizer como pensar, e não o que pensar”


Esta frase foi dita por Sir Ken Robinson (para quem não o conhece; escritor, palestrante e consultor em educação), há 13 anos atrás, numa TED Talk onde abordou a educação e a sua relação com a criatividade. A sua intervenção, acabou por tornar-se numa das palestras mais visualizadas desta série de conferências, com 17 milhões de visualizações e cerca de 10 mil comentários. Sir Ken Robinson, acredita que existe uma relação muito próxima entre o “errar” e o ser “criativo”. Se procuramos ser originais e criativos, não podemos ter medo de errar. E se há algo que todos nós sabemos, é que as crianças não têm medo de errar. O que nos leva à questão: Será que devemos inibir as crianças do erro? A capacidade de errar e aprender a partir do erro é uma parte integrante do crescimento de qualquer ser humano, e para isso, é importante que o medo de errar não exista.

“A criatividade é tão importante na educação, quanto a alfabetização, e deve ser tratada com a mesma importância”.


Se a criatividade é tão importante e cada vez mais valorizada no mercado de trabalho, porquê censurar determinados comportamentos de crianças que, muitas das vezes, não são nada mais do que simples formas de expressar a sua criatividade? É verdade, muitas das vezes essas demonstrações de criatividade surgem em momentos desapropriados, no entanto, é preciso saber lidar com essa situação de forma a não incutir o medo na criança de se expressar. Citando Pablo Picasso -“Todas as crianças nascem artistas. A dificuldade, é continuar a sê-lo à medida que crescemos”-. É necessário repensar os princípios fundamentais nos quais se baseia a educação das crianças, dado que a única forma de promovermos a imaginação humana é encarando a capacidade criativa pela riqueza intrínseca da mesma.


“A missão passa por educar as crianças na sua totalidade, preparando-as para um futuro que nós talvez não vejamos, mas elas, certamente verão. E o nosso trabalho é ajudá-las a tirar proveito dele.”


Esta visão de Sir Ken Robinson, apesar um pouco peculiar, não é uma opinião isolada. Eddy Zhong, um jovem aluno que, apesar de mediano, com apenas 16 anos de idade fundou a sua própria empresa tecnológica. Eddy defende que “existem muitos mais tipos de inteligência, e apesar da escola tornar os alunos mais inteligentes academicamente, reduz a inteligência criativa dos mesmos”. Eddy termina a sua conferência dizendo que “nunca ninguém mudou o mundo fazendo aquilo que lhes disseram para fazer”.

O que nos leva a refletir...


Por diversas vezes ouvimos adultos a desacreditar os sonhos dos mais novos: “Queres ser músico? A música não dá dinheiro”; “Ator? Para quê? Os teatros estão sempre vazios”; “Ninguém vive só da dança”.

É compreensível que se queira o melhor do mundo para as crianças, mas será que nos cabe a nós decidir o que será melhor para elas?

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