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Contra a desigualdade de género na Educação

No dia em que o relatório do Conselho da Europa nos informa que Portugal continua a não cumprir com as metas impostas para reduzir a desigualdade de género, damos a conhecer Malala Yousafzai.

Contrariamente àquilo que seria expectável - tendo em conta as medidas impostas - a diferença de salários por género cresceu consideravelmente entre 2010 e 2016. Apesar das notícias referirem apenas as questões salariais, a desigualdade de género não existe apenas nesse capítulo. De que forma acabamos com estas disparidades? Parece-nos que só existe uma resposta... a educação. O que tem Malala a ver com este tema? É simples. Malala é a grande impulsionadora do tema educação para a igualdade de género.


Quem é Malala Yousafzai?

A 15 de janeiro de 2009, o movimento Talibã proibiu 50 mil raparigas que viviam em Suat, (região no Paquistão) de estudar. Durante esse mesmo período, o jornal The New York Times publicou um documentário sobre uma estudiosa rapariga de 11 anos que ambicionava tornar-se médica e prometia não se calar face às intimidações feitas pelo grupo terrorista. Criou o blog “Diário de uma Estudante Paquistanesa” para escrever sobre o seu amor pelos estudos e sobre as dificuldades vividas no Paquistão. Em poucos meses, identificaram Malala como sendo a autora do blog, e começou a dar entrevistas para diversos jornais e canais televisivos. Três anos mais tarde, Malala foi atingida com uma bala na cabeça, enquanto voltava da escola. O seu "crime"? Manifestar-se contra a proibição dos estudos para as mulheres no seu país. Felizmente, Malala sobreviveu ao atentado e tudo isto apenas deu mais força àquela que viria a ser a sua missão de vida: Lutar pela igualdade de género na Educação. E apesar deste ter sido o acontecimento que lhe deu a visibilidade mundial, Malala afirma que não quer ser vista como a rapariga que foi baleada pelo Talibã, mas sim, como a rapariga que lutou pela educação.

E foi assim que rapidamente se transformou na voz mundial de todas as raparigas que se encontram privadas de educação, valendo-lhe inclusive um Prémio Nobel da Paz, aos 17 anos.

Desde que recuperou da tentativa de assassinato sofrida em 2012, Malala falou à ONU, encontrou-se com a rainha Elizabeth 2ª, com Barack Obama e muitos outros líderes mundiais. Criou a fundação "Malala Fund", que ajudou a reconstruir escolas na Faixa de Gaza e a abrir instituições de ensino para refugiados sírios na fronteira com o Líbano. Recentemente, Malala concluiu os seus estudos em "Ciências Políticas" na Universidade de Oxford.

Os terroristas pensaram que mudariam minhas metas e travariam as minhas ambições, mas nada mudou na minha vida exceto isto: fraqueza, medo e falta de esperança morreram. Força, poder e coragem nasceram."

Ouça o discurso de Malala na Organização das Nações Unidas, em 2013, onde defendeu o direito de milhões de raparigas à educação.


(Ative as legendas no vídeo)


Malala era apenas uma rapariga que ambicionava ser médica, e hoje, tornou-se muito mais do que isso.

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