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A pirâmide de aprendizagem

Atualizado: 3 de Set de 2019

Dificuldade na retenção de informação?

Se é da área da educação, é provável que já tenha ouvido falar em "pirâmide de aprendizagem". Não? Então nós explicamos! No fundo, uma pirâmide de aprendizagem, é um esquema que defende que, no processo de aprendizagem, ao fim de duas semanas, o nosso cérebro assimila diferentes níveis de informação mediante a forma como a matéria é leccionada.


Frequentemente, os estudantes enfrentam situações de frustração devido à dificuldade em adquirir novos conhecimentos, quer durante as aulas, quer durante os seus estudos. E a verdade é que, por vezes, as longas horas de estudo não são proporcionais aos conteúdos absorvidos e, consequentemente, aos resultados académicos obtidos. Mas, haverá alguma forma de aumentar a retenção de informação? Foi isso que a pirâmide de aprendizagem nos veio demonstrar.


A 18 de dezembro de 1913, foi publicado no Journal of Education um trecho relativo à retenção de informação. Esse trecho, afirmava que nos lembramos de 20% do que ouvimos, 50% do que vemos, 70% do que tocamos e 90% do que fazemos. Mais tarde, em 1946, fo apresentada aquela que viria a ser a primeira pirâmide relacionada com esta temática, a pirâmide da experiência.


Edgar Dale ou William Glasser?

Este tópico é pouco claro devido à falta de fontes primárias de informação. A autoria da Pirâmide de Aprendizagem continua a ser bastante controversa, alguns textos apontam para William Glasser como criador, enquanto outros, referem Edgar Dale. E não é apenas o autor que não é consensual, as percentagens também não o são, é possível encontrar a mesma pirâmide em diversos meios de informação, mas com diferentes valores. Esta falta de consenso, em nada beneficiou a teoria da pirâmide de aprendizagem, que acabou por sofrer algumas tentativas de desmistificação e descredibilização. Daniel Willingham, afirmou que seria impossível fazer um estudo científico sobre um tema tão complexo, com tantas variáveis, tais como: a idade dos alunos, as informação passada pelos professores, ou até mesmo, os materiais audiovisuais utilizados. Kåre Letrud disse que "apesar de acreditar que o modelo da pirâmide seja correto, não tem conhecimento do documento original que ajude a sustentar os números apresentados na pirâmide".


Em 1969, foi apresentada uma pirâmide de aprendizagem subdividida em 2 dimensões, a dimensão ativa e a passiva, e este, parece ser o único aspeto no qual existe consenso: a componente ativa é a melhor forma de retenção de informação.

Independentemente das percentagens apresentadas, é possível afirmar que quanto mais nos relacionamos ativamente com o conhecimento, maior é a informação assimilada. Será que faz sentido?


Apesar de ser um tema que apresenta alguma discordância, a pirâmide de aprendizagem demonstra-nos claramente, a importância da diversidade de estímulos no processo de aprendizagem. Foi precisamente esta necessidade, que levou ao surgimento de novas metodologias de ensino, como por exemplo, o edutainment. Esta pirâmide demonstra-nos ainda, que os métodos tradicionais de ensino em contexto de sala de aula podem (e devem) ser complementados com novas atividades que forneçam diferentes estímulos aos alunos.

“Eu ouço e esqueço-me. Eu vejo e lembro-me. Eu faço e entendo.” Confucius

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