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A Educação na Noruega

A Noruega é o país encarregue de ocupar a primeira posição no Índice de Desenvolvimento Humano. Para quem não conhece, o "Índice de Desenvolvimento Humano" é o índice que classifica os países com base nos indicadores de Esperança Média de Vida, PIB e Educação.

A Noruega encontra-se no topo da tabela, enquanto que, o Japão, - de quem nós já falamos - encontra-se na 19ª posição.

A Noruega ocupa uma posição de destaque em diversos pontos, nomeadamente no que diz respeito à segurança, à qualidade do meio ambiente, emprego e rendimentos, riqueza, educação e qualificações, condições de saúde, entre outros aspetos.

A Educação Norueguesa

Durante anos, a educação Norueguesa tem sido vista por outros países, como sendo uma referência mundial. É importante notar que países como Angola, Rússia e Japão, já contaram com o apoio da Noruega no que diz respeito ao setor da educação. Em 2008, Angola firmou uma parceria com a Noruega, com o intuito de formar os professores angolanos. O Japão ainda mantém essa parceria com o projeto "NORPAN" destinado à educação e pesquisa na área do clima. A Rússia, mantém também uma parceria com a Noruega que facilita aos alunos russos o ingresso na educação norueguesa, de forma a tornarem a sua formação mais proveitosa.


A educação norueguesa apresenta uma clara valorização da educação infantil e assenta na igualdade de oportunidades, sem qualquer tipo de discriminação com base nas condições económicas, sociais ou geográficas. O papel das escolas passa essencialmente por transmitir conhecimentos e cultura, assim como promover a mobilidade social e proporcionar uma base para a criação de riqueza e assistência social para todos. O sistema de ensino no país é obrigatório para crianças dos 6 aos 16 anos de idade, sendo que, antes dos 6 anos os pais podem optar por matriculá-las, ou não, no jardim de infância.


Apoio à Educação

Acesso ao Jardim de Infância

Com o objetivo de ajudar as famílias na educação dos seus filhos, o governo norueguês optou por implementar diversas reformas que permitiram aos pais com maiores dificuldades

financeiras, matricular os filhos em jardins de infância.

A reforma de 2004/09 baixou os preços em 35% em todos os jardins de infância, até 2014. Naturalmente que, esta medida, acabou por ter um impacto bastante significativo no número de alunos matriculados em jardins de infância. Em 2015, uma nova medida fixou os preços no valor máximo de 6% da renda familiar para apoiar as famílias com baixos rendimentos. Enquanto que as famílias mais carenciadas viram as suas tarifas reduzidas, as famílias com maiores rendimentos pagavam a tarifa máxima. Essa medida foi associada também, ao direito a 20 horas semanais gratuitas no jardim de infância para crianças entre 3 e 5 anos pertencentes às famílias menos favorecidas.

Estas medidas foram adotadas devido à elevada importância atribuída à educação infantil -e existem números que comprovam essa mesma importância-. Entre as crianças com pelo menos quatro anos no jardim de infância, apenas 15% obtiveram notas baixas no primeiro ano de escolaridade, o que contrasta com os 40% apresentados pelas crianças com apenas 2 anos no jardim de infância. Estes resultados demonstram-nos que existe uma relação positiva entre a duração de permanência no jardim de infância e os resultados obtidos nos testes do primeiro ano de escolaridade. A disponibilidade de 20 horas gratuitas de acesso ao jardim de infância, fez crescer em 15% a participação de crianças pertencentes a grupos minoritários.


Formação de dirigentes escolares

Em 2009, a Noruega desenvolveu um programa de formação para dirigentes, para aperfeiçoar os comportamentos dos diretores das escolas. O curso ofereceu essa formação a diretores escolares, dando preferência a todos aqueles que ocupavam o cargo há menos de 2 anos. Este curso permitiu que se criasse um maior envolvimento dos dirigentes escolares, uma maior integração de medidas de aquisição competências, e uma uma maior troca de conhecimentos entre os participantes.    


Indicadores

A Noruega apresenta um nível de escolaridade de 82% com uma tendência de aumento de aproximadamente 0,4% por ano (tendo em conta o aumento registado desde 2005). No que diz respeito à desigualdade de género, pode-se dizer que, na educação norueguesa, é praticamente inexistente, uma vez que o número de rapazes e raparigas encontra-se perfeitamente balanceado.

No Índice de Desenvolvimento Humano, é avaliado também, o nível de desigualdade social existente, este ponto é avaliado numa escala de 0 a 2, sendo que o 1 significa que existe igualdade de condições independentemente da situação financeira das famílias. Neste campo, a Noruega apresenta o valor de 1,14, ou seja, tem um valor muito próximo de 1, o que indica a igualdade de oportunidades existente no processo educativo na Noruega.

  • Os noruegueses podem passar 18,3 anos a estudar, entre os 5 e os 39 anos de idade, o que representa um valor acima da média da OCDE de 17,2 anos;

  • 82% dos adultos entre 25 e 64 anos concluíram o ensino médio, mais do que a média da OCDE de 78%;

  • Um aluno norueguês obtém em média uma pontuação de 504 em leitura, matemática e ciências, o que representa um valor acima da média da OCDE de 486.


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