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4 Dicas para uma educação inclusiva

Atualizado: 3 de Set de 2019

Educação inclusiva, a quem se destina?

Com o novo regime da educação inclusiva, o universo abrangido por estas práticas, viu-se alterado. As práticas inclusivas deixaram de se destinar apenas aos alunos com necessidades educativas especiais e passaram a abranger todos os alunos. Do ponto de vista político, a educação inclusiva tem sido considerada como um ponto de ação de extrema importância, enquanto que nas escolas, apesar de também ser atribuída uma elevada importância, tende a ser vista como um desafio demasiado exigente para as realidades vividas nas próprias organizações. Mas será assim tão difícil adotar estratégias inclusivas na educação?


O que é afinal, a Educação Inclusiva?

De uma forma muito resumida, educação inclusiva trata-se de receber e aceitar a diversidade dos estudantes em todas as formas – raça, etnia, género, condição socioeconómica, ideologia e até mesmo personalidade. Para que tal aconteça, é necessário lecionar de forma a impulsionar os conhecimentos de todos os alunos, incluindo aqueles que estão representados em minoria ou que têm maiores dificuldades de aprendizagem.

Contrariamente ao que muitos professores poderão pensar, os métodos tradicionais de ensino não são a forma mais indicada para que os alunos retirem o máximo de proveito da jornada de aprendizagem. Através de uma educação inclusiva com base no respeito pelas individualidades do aluno, o professor tem ao seu alcance a possibilidade de criar experiências que potenciem o nivelamento dos conhecimentos adquiridos na sala de aula. Assim sendo, iremos dar alguns conselhos para todos aqueles que acreditam que a educação pode ser um elemento equalizador no que diz respeito às oportunidades e aos conhecimentos dos alunos.

Nesta publicação, deixamos 4 dicas para que possa promover uma educação inclusiva na sua sala de aula.


Think-pair-share

O desenvolvimento do pensamento crítico é fun-da-men-tal! Para desenvolver espírito crítico, é necessário incentivar os alunos a refletir sobre as mais variadas temáticas, e a estratégia de think-pair-share impulsiona isso mesmo:

  • Think O professor lança um tema de discussão e estabelece um prazo para que os alunos reflitam individualmente e estabeleçam o seu ponto de vista;

  • Pair Após o período de reflexão, os alunos são organizados em pequenos grupos, ou até mesmo em pares, para que possam discutir e moldar a sua opinião com base na argumentação dos seus pares. Ao juntar os alunos em pequenos grupos, estes, têm a oportunidade de validar os seus pensamentos com os restantes colegas.

  • Share – São escolhidos alguns alunos para que possam apresentar à turma o seu ponto de vista inicial e o que aprenderam com o seu grupo. É importante relembrar que existem alunos que não possuem a confiança necessária para participar numa discussão coletiva.

Esta estratégia, apesar de simples, permite aos alunos desenvolver várias competências importantes para o seu futuro: estabelecer uma opinião crítica; entender o ponto de vista dos colegas e melhorar a capacidade de argumentação; entender a importância da partilha de conhecimentos no processo de aprendizagem. Atenção, é imperativo respeitar o período de reflexão, para que todo estabeleçam a sua opinião e para que não existam alunos a monopolizar a discussão.

Permitir a participação anónima

Alguns alunos não possuem uma personalidade propensa à discussão em sala de aula. Estes alunos - quando chamados a participar - acabam por demonstrar um nervosismo muito acentuado. É comum vermos professores a procurar combater esse receio e a incentivar o aluno a participar, no entanto, apesar de bem-intencionado, este incentivo pode ter um impacto muito negativo. O aluno que não gosta de participar, a longo prazo, poderá acabar por criar alguma repulsa a uma determinada disciplina, e mais tarde, converter essa repulsa num bloqueador de aprendizagem. De forma a respeitar a individualidade do aluno, a realização de atividades de pergunta e resposta anónima poderá ser uma boa solução.


Combater as autoperceções

Frequentemente, ouvimos afirmações como “não me dou muito bem com matemática” ou "nunca gostei muito de línguas estrangeiras". Neste tipo de situações, o aluno já se está a assumir como derrotado e a limitar a sua recetividade para aprender sobre um tema no qual não se sente à vontade. A tarefa aqui, passa por contrariar estas perceções e demonstrar ao aluno que o processo de aprendizagem é um processo de crescimento contínuo, é importante mostrar que a inteligência não é, de todo, uma qualidade inata, mas sim algo que se trabalha e que se pode desenvolver. O professor pode, e deve, ter um papel inspirador neste capítulo! Ao partilhar uma história de superação pessoal - que demonstre que a aprendizagem pode ser difícil, mas nunca impossível - o professor tem a oportunidade de servir de inspiração para os seus alunos.

Conecte-se com os alunos a um nível pessoal

A primeira impressão é sempre muito marcante. No primeiro dia, apresente-se aos seus alunos com o seu nome próprio e dê-lhes a conhecer a sua alcunha - as alcunhas, por norma, fazem referência a uma determinada característica física ou a alguma situação vivida no passado-. Esta, é uma excelente forma de demonstrar que devemos orgulhar-nos de quem realmente somos e que devemos aceitar as nossas diferenças.

Partilhe com a sua turma os seus gostos pessoais, e se puder, dê a conhecer algumas pessoas importantes para si. Desta forma, os alunos sentir-se-ão também como uma parte importante da sua vida.

Felicite o aluno que se saiu bem num determinado trabalho e destaque a sua melhoria. A valorização por parte do professor é muito importante para o aluno se sentir realizado. No caso de a nota não ser tão “feliz”, demonstre prontamente a sua disponibilidade para ajudar e incentive o aluno a alcançar a classificação pretendida. Por vezes, estes pequenos gestos são o suficiente para o aluno atingir altos níveis de motivação.

Já ouviu falar em "fila do afeto"? No fundo, é um momento que permitirá aos alunos aproximarem-se mais dos seus professores, ou, poderá ser também um momento de promoção de respeito pelo próximo, caso seja realizada apenas entre alunos.

São apenas 4 dicas que poderão aplicar no contexto de sala de aula que certamente serão muito marcantes e úteis na formação dos jovens. Conhece mais alguma dica que queira partilhar connosco?

Se quiser saber um pouco mais sobre este tema, deixamos aqui uma site que poderá ser do seu interesse.

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