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11 curiosidades sobre a educação japonesa

Atualizado: 3 de Set de 2019

A cultura japonesa é uma cultura extremamente peculiar... fascinante para muitos, para outros, nem tanto. Nesta publicação, damos a conhecer algumas curiosidades sobre a educação japonesa.

1 - Analfabetismo reduzido

O Japão assume uma posição de destaque no ranking mundial da educação, encontrando-se no 9º lugar. Um dos dados mais relevantes que leva o Japão a assumir esta posição de destaque, é a sua taxa de analfabetismo inferior a 1%.


2 - Kan-CHO!

Traduzido para português, significa “enema”. O nome já diz muito sobre esta pequena brincadeira onde, apesar de não haver um vencedor, podemos dizer que existe sempre um derrotado. Este jogo é muito comum em jardins de infância e escolas primárias, pelo que é necessária atenção redobrada junto dos mais novos. Ah! Muita atenção, porque nem os professores escapam! Ainda não sabe do que falamos? Deixamos que esta imagem fale por nós.

3 - Indumentária

A utilização de uniforme é obrigatória e varia consoante a escola e o período escolar em que os alunos se encontram. O controlo é tão rígido, que algumas escolas proíbem as alunas de colocar lentes de contacto de cor, pintar o cabelo e/ou as unhas, ou até mesmo de utilizar a franja abaixo do nível das sobrancelhas. No caso dos rapazes, apenas não podem ter qualquer tipo de pelo facial. A utilização de saia é onde reside a maior distinção entre rapariga e rapaz. E claro, não nos podemos esquecer dos “Uwabaki” que são os sapatos utilizados no interior das escolas. Acessórios? São todos proibidos.


4 - Deslocação em grupo para a escola

A partir dos 6 anos de idade, as crianças começam a ir para a escola a pé. Deslocam-se sempre em grupo, e por norma, utilizam um chapéu amarelo como forma de identificação. Desta forma, as crianças tornam-se mais independentes e ganham uma nova noção de responsabilidade. No entanto, as crianças não vão totalmente sozinhas, existe sempre um adulto que supervisiona o grupo para garantir que tudo corre bem, especialmente nos cruzamentos.

5 - Pequenas grandes férias

Em Portugal, estamos habituados a 3 longos meses de férias, mas no Japão, as “férias grandes” duram apenas 5 a 6 semanas. Apesar de, habitualmente, férias serem sinónimo de descanso, na realidade japonesa é um pouco diferente. Este período de férias, apesar reduzido - quando comparado com a realidade portuguesa - é frequentemente preenchido com atividades extracurriculares.


6 - Escolas sem funcionários de limpeza

Os funcionários de limpeza das escolas são os próprios alunos. São eles que ficam encarregues de limpar toda a escola, desde a sala de aula às casas de banho. Desta forma, aprendem a preservar os espaços públicos para as próximas gerações e começam a entender a necessidade de adotar comportamentos responsáveis em prol da sociedade.

7 - Refeições nas salas de aula

As refeições são servidas dentro da sala de aula pelos próprios alunos, juntamente com os seus professores. O momento da refeição é visto como um momento de aprendizagem onde o objetivo passa por incentivar o espírito de grupo e a socialização. Após a refeição, os alunos procedem à separação do lixo e à limpeza da sala de aula.


8 - Randoseru

Existe uma mochila muito característica chamada Randoseru. Trata-se de uma mochila de couro muito rígida e muito resistente, especialmente desenvolvida para aguentar as condições mais adversas. Devido à sua elevada durabilidade, é frequente vê-las a atravessar diferentes gerações. Atualmente, já são observáveis mochilas de diferentes cores, no entanto, antigamente, existiam apenas duas cores, vermelho para as meninas e preto para os meninos.

9 - Elevado número de suicídios

O regresso às aulas no segundo semestre é marcado pelo elevado número de suicídios na população jovem. Fruto de um sistema de ensino altamente marcado pela imposição de regras e pela elevada competitividade, muitos são os jovens que acabam por ceder à pressão. É precisamente no dia 1 de setembro em que se verifica o maior número de suicídios entre jovens com menos de 18 anos.


10 - Visita dos professores a casa

Entre abril e maio, os professores visitam as casas dos seus alunos (katei homon). O objetivo destas visitas difere de escola para escola. Muitas das visitas destinam-se a entender qual o trajeto que o aluno terá de fazer para chegar à escola; ficar a conhecer a situação familiar do aluno ou até mesmo reportar algum comportamento dos seus filhos. Antes de receberem o professor em casa, é recebida uma carta da escola que alerta para a visita e diz, inclusive, se é, ou não, preciso receber o professor com um chá.


11 - Cumprimento formal

No início da aula, após um dos alunos dar o sinal “kiritsu”, a turma toda deve levantar-se, curvar-se e cumprimentar em uníssono o professor. O mesmo acontece no final da aula, quando os alunos agradecem ao professor pela transmissão dos conhecimentos.


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